segunda-feira, 30 de maio de 2011

Vou para onde cheira a bananas


Gosto de reler a aventura do pequeno urso e do pequeno tigre que um dia descobrem um caixote a boiar, ainda com cheiro a bananas e com a inscrição PANAMÁ. “-O caixote vem do Panamá e o Panamá cheira a bananas. Oh, o Panamá é a terra dos meus sonhos – disse o ursinho.” Por isso decidem partir logo no dia seguinte à procura do Panamá. “-Sempre que uma pessoa não sabe o caminho – disse o ursinho –, precisa primeiro de uma placa a indicar o caminho. Por isso fez uma placa a indicar o caminho.” Estacaram a placa e partiram nessa mesma direcção. Na viagem desorientada, repleta de encontros com novos amigos a quem iam pedindo indicações, conseguiram descobrir o Panamá, devidamente identificado: tinham ido parar à casa de partida – nem mais!
A história releva primeiro a viagem, o ir, o encontro, e a seguir o reencontro, um regresso transformado, consciente de si e do mundo.
Gosto de reler este livro ilustrado e de pensar que é por um reencontro que ponho todos os dias os pés de fora da cama e que vou para onde cheira a bananas.
Agora vou dormir porque a semana ainda agora começou e amanhã tenho muito Panamá para fazer...

A cena mais hilariante do cinema

Até aos 00:22 decorre aquela que eu cataloguei como a cena mais hilariante do cinema. O elefante azul é confrontado com a acusação de ser o pai da criança da mãe galinha. O veredicto do amigo é uma pérola! Filme de Peter Jackson, tive-o numa colecção do Fantas. Sumiu.