"Ao nascer, fomos arrancados da totalidade; no amor, todos nos sentimos regressar à totalidade original. Por isto, as imagens poéticas transformam a pessoa amada em natureza - montanha, água, nuvem, estrela, selva, mar, onda - e, por sua vez, a natureza fala como se fosse mulher. Reconciliação com a totalidade que é o mundo. Também com os três tempos. O amor não é a eternidade; tão-pouco é o tempo dos calendários e dos relógios, o tempo sucessivo. O tempo do amor não é grande nem pequeno: é a percepção instantânea de todos os tempos num único, de todas as vidas num instante. Não nos liberta da morte, mas faz-nos vê-la cara a cara. Esse instante é o reverso e o complemento do «sentimento oceânico». Não é o regresso às águas da origem mas a conquista de um estado que nos reconcilia com o exílio do paraíso. Somos o teatro do abraço dos opostos e da sua dissolução, resumidos numa única nota que não é de afirmação nem de negação, mas de aceitação. Que vê o casal no momento de um bater de pálpebras? A identidade do aparecimento e do desaparecimento, a verdade do corpo e do não-corpo, a visão da presença que se dissolve num esplendor: vivacidade pura, pulsação do tempo."
In A chama dupla. Octavio Paz, Assírio & Alvim, 1995.
domingo, 31 de julho de 2011
Octavio Paz e a desdita
"Pouco podemos contra os infortúnios que o tempo reserva a cada homem e a cada mulher. A vida é um risco permanente, viver é expor-se. A abstenção do ermitão acaba em delírio solitário, a fuga dos amantes em morte cruel. Outras paixões podem seduzir-nos e arrebatar-nos. Umas superiores, como o amor a Deus, ao saber ou a uma causa; outras baixas, como ao dinheiro ou ao poder. Em nenhum desses casos desaparece o risco inerente à vida: o místico pode descobrir que corria atrás de uma quimera, o saber não defende o sábio da decepção que é todo o saber, o poder não salva o político da traição do amigo. A glória é uma cifra frequentemente equivocada e o esquecimento é mais forte que todas as reputações. As desditas do amor são as desditas da vida."
In A chama dupla - amor e erotismo. Octavio Paz, Assírio & Alvim, 1995.
In A chama dupla - amor e erotismo. Octavio Paz, Assírio & Alvim, 1995.
Octavio Paz e o egoísmo
"O grande perigo que espreita os amantes, a armadilha mortal em que muitos caem, é o egoísmo. O castigo não se faz esperar: os amantes não vêem nada nem ninguém que não seja eles mesmos até que se petrificam... ou se detestam. O egoísmo é um poço. Para sair para o ar livre, há que olhar para além de nós mesmos: lá está o mundo e ele espera-nos."
in A chama dupla - amor e erotismo. Octavio Paz, Assírio & Alvim, 1995.
in A chama dupla - amor e erotismo. Octavio Paz, Assírio & Alvim, 1995.
Octavio Paz e o amor
"O amor não busca nada mais além de si mesmo, nenhum bem, nenhum prémio; tão-pouco persegue uma finalidade que o transcenda. É indiferente a toda a transcendência: principia e acaba nele mesmo. É uma atracção por uma alma e um corpo; não uma ideia: uma pessoa. Essa pessoa é única e está dotada de liberdade; para a possuir, o amante tem que ganhar a sua vontade. Posse e entrega são actos recíprocos."
in A chama dupla - amor e erotismo. Octavio Paz, Assírio & Alvim, 1995.
in A chama dupla - amor e erotismo. Octavio Paz, Assírio & Alvim, 1995.
Octavio Paz e o teatro do abraço
"O encontro erótico começa com a visão do corpo desejado.Vestido ou nu, o corpo é uma presença: uma forma que, por um instante, é todas as formas do mundo. Mal abraçamos essa forma, deixamos de nos aperceber dela como presença e agarramo-la como uma matéria concreta, palpável, que cabe nos nossos braços e que, todavia, é ilimitada. Ao abraçar a presença, deixamos de vê-la e ela própria deixa de ser presença. Dispersão do corpo desejado: vemos somente uns olhos que nos olham, uma garganta iluminada pela luz de uma lâmpada e depressa regressada à noite, o brilho de uma coxa, a sombra que desce do umbigo ao sexo. Cada um destes fragmentos vive por si só mas alude à totalidade do corpo. Esse corpo que, de súbito, se tornou infinito. O corpo do meu par deixa de ser uma forma e converte-se numa substância informe e imensa na qual, ao mesmo tempo, me perco e me recupero. Perdemo-nos como pessoas e recuperamo-nos como sensações. À medida que a sensação se torna mais intensa, o corpo que abraçamos faz-se mais e mais imenso. Sensação de infinidade: perdemos o corpo nesse corpo. O abraço carnal é o apogeu do corpo e a perda do corpo. Também é a experiência da perda da identidade: dispersão das formas em mil sensações e visões, queda numa substância oceânica, evaporação da essência. Não há forma nem presença: há a onda que nos embala, a cavalgada pelas planícies da noite. Experiência singular: inicia-se pela abolição do corpo do nosso par, transformado numa substância infinita que palpita, expande-se, contrai-se e encerra-nos nas águas primordiais; um instante depois, a substância desvanece-se, o corpo volta a ser corpo e reaparece a presença. Somente podemos aperceber-nos da mulher amada como forma que esconde uma alteridade irredutível ou como substância que se anula e nos anula."
in A chama dupla - amor e erotismo. Octavio Paz (Assírio & Alvim, 1995).
in A chama dupla - amor e erotismo. Octavio Paz (Assírio & Alvim, 1995).
Octavio Paz e a poesia
"Passaram os anos. Continuei a escrever poemas que, com frequência, eram poemas de amor. Neles apareciam, como frases musicais recorrentes - também como obsessões -, imagens que eram a cristalização das minhas reflexões."
"Para mim a poesia e o pensamento são um sistema de vasos comunicantes. A fonte de ambos é a minha vida: escrevo acerca do que vivi e vivo. Viver é também pensar e, às vezes, atravessar essa fronteira na qual pensar e sentir se fundem: a poesia."
"Sem dúvida, a poesia é feita de palavras enlaçadas que lançam reflexos, cintilações e cambiantes: o que nos mostra são realidades ou espelhismos? Rimbaud disse: Et j´ai vu quelquefois ce que l´homme a cru voir. Fusão de ver e crer. Na conjunção destas duas palavras está o segredo da poesia e dos seus testemunhos: aquilo que o poema nos mostra não o vemos com os nossos olhos de carne mas com os do espírito. A poesia faz-nos tocar o impalpável e escutar a maré do silêncio cobrindo uma paisagem devastada pela insónia. O testemunho poético revela-nos outro mundo dentro deste mundo, o mundo outro que é este mundo."
in A Chama Dupla - amor e erotismo. Octavio Paz (Assírio & Alvim, 1995).
"Para mim a poesia e o pensamento são um sistema de vasos comunicantes. A fonte de ambos é a minha vida: escrevo acerca do que vivi e vivo. Viver é também pensar e, às vezes, atravessar essa fronteira na qual pensar e sentir se fundem: a poesia."
"Sem dúvida, a poesia é feita de palavras enlaçadas que lançam reflexos, cintilações e cambiantes: o que nos mostra são realidades ou espelhismos? Rimbaud disse: Et j´ai vu quelquefois ce que l´homme a cru voir. Fusão de ver e crer. Na conjunção destas duas palavras está o segredo da poesia e dos seus testemunhos: aquilo que o poema nos mostra não o vemos com os nossos olhos de carne mas com os do espírito. A poesia faz-nos tocar o impalpável e escutar a maré do silêncio cobrindo uma paisagem devastada pela insónia. O testemunho poético revela-nos outro mundo dentro deste mundo, o mundo outro que é este mundo."
in A Chama Dupla - amor e erotismo. Octavio Paz (Assírio & Alvim, 1995).
segunda-feira, 4 de julho de 2011
sábado, 2 de julho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
amor novo
Acabado o amor, vislumbra-se um amor novo em versão upgrade ou rebuscada de épocas antigas: o culto do outro, sem exigência ou indução de garantias de retorno, a interdependência autêntica em função do outro, altruísta por afecto, procurado no seu bem-estar o próprio bem-estar, e isto acontecer de forma recíproca e intrínseca permanente, sem batota, gerindo os condicionalismos da vivência em parceria e do jogo social.
Ou não.
Acendemos o fogo como metáfora (se não é o amor ele mesmo uma metáfora de ideia bloqueada na linguagem) e logo temos o amor em chamas, pleno da ambiguidade contemporânea: de um lado as chamas que ardem o amor assim ameaçado de extinção, que do outro não são mais que as mesmas chamas que tornam o amor ardente, digo vivente, por ser o amor em si mesmo o tal fogo que arde.
Ou então é isto.
http://www.youtube.com/watch?v=sVGytjCzubo
Ou não.
Acendemos o fogo como metáfora (se não é o amor ele mesmo uma metáfora de ideia bloqueada na linguagem) e logo temos o amor em chamas, pleno da ambiguidade contemporânea: de um lado as chamas que ardem o amor assim ameaçado de extinção, que do outro não são mais que as mesmas chamas que tornam o amor ardente, digo vivente, por ser o amor em si mesmo o tal fogo que arde.
Ou então é isto.
http://www.youtube.com/watch?v=sVGytjCzubo
sábado, 18 de junho de 2011
Momento luminoso
"É que, em realidade, as horas não podem mais ter acção sobre aqueles que viveram um instante que focou toda a sua vida. Atingido o sofrimento máximo, nada já nos faz sofrer. Vibradas as sensações máximas, nada já nos fará oscilar. Simplesmente, este momento culminante raras são as criaturas que o vivem. As que o viveram ou são, como eu, os mortos-vivos, ou - apenas - os desencantados que, muita vez, acabam no suicídio.
Contudo, ignoro se é felicidade maior não se existir tamanho instante. Os que o não vivem, têm a paz - pode ser. Entretanto, não sei. E a verdade é que todos esperam esse momento luminoso. Logo, todos são infelizes. Eis pelo que, apesar de tudo, eu me orgulho de o ter vivido."
Mário de Sá-Carneiro, "A Confissão de Lúcio". (11x17, 2010).
Contudo, ignoro se é felicidade maior não se existir tamanho instante. Os que o não vivem, têm a paz - pode ser. Entretanto, não sei. E a verdade é que todos esperam esse momento luminoso. Logo, todos são infelizes. Eis pelo que, apesar de tudo, eu me orgulho de o ter vivido."
Mário de Sá-Carneiro, "A Confissão de Lúcio". (11x17, 2010).
terça-feira, 14 de junho de 2011
Perguntas mortiças a um escritor quando vivo
"Roberto Bolaño: últimas entrevistas" (tradução portuguesa da Quetzal em 2011) reune quatro sessões de perguntas / respostas, nenhuma delas conduzida por Carlos Vaz Marques e todas tão desnecessárias quanto o riso delicodoce típico das investidas de Carlos Vaz Marques. Desta vez e se possível apenas com outro jeito, Carlos Vaz Marques teria dado jeito ao interlocutor.
Bem, do mal o menos:
"[...] e depois não há outra opção que não seja escrever. Para mim, a palavra «escrita» é exactamente o oposto da palavra «espera». Em vez de esperar, há escrever. Bem, provavelmente não tenho razão - é possível que escrever seja outra forma de esperar, ou de adiar coisas. Gostava de pensar doutra maneira. Mas, como disse, provavelmente não tenho razão."
"A literatura está cheia de autobiografias, algumas muito boas, mas os auto-retratos tendem a ser maus, incluindo os auto-retratos em poesia, que à primeira vista pareceria ser um género mais adequado para nos auto-retratarmos do que a prosa."
"Nicanor Parra diz que os melhores romances são escritos com métrica. E Harold Bloom diz que a melhor poesia do século XX é escrita em prosa. Concordo com ambos."
"É como aquela anedota acerca da mãe judia: num acesso de loucura, o filho corta a cabeça da mãe, foge, depois tropeça e, quando tropeça - com a cabeça da mãe ainda nos braços - a cabeça diz: «Filho, estás bem?» O amor de um pai pelo seu filho é semelhante."
"Para mim, o grande poeta do Chile é Nicanor Parra e depois de Nicanor Parra há vários outros. Neruda é um deles, sem dúvida. Neruda é o que eu pretendia ser aos vinte anos: viver como um poeta sem escrever. Neruda escreveu três livros muito bons; o resto - a grande maioria - é muito mau, alguns deles verdadeiramente contaminados."
"A crítica literária é uma disciplina que representa algo mais para mim do que literatura. A literatura é prosa, romance e conto, dramaturgia, poesia, ensaios literários e crítica literária. Acima de tudo, acho que é necessário que exista crítica literária - sem acidentes - nos nossos países, e não dez linhas acerca de um autor que provavelmente o crítico não voltará a ler. Quer isto dizer que é necessário que haja uma crítica que, de caminho, corrija a paisagem literária."
"Comovem-me os jovens de aço que lêem Cortázar e Parra, tal como eu os li e como tento continuar a lê-los. Comovem-me os jovens que dormem com um livro debaixo da cabeça. Um livro é a melhor almofada que existe."
"Mónica Maristain - O que é que o aborrece?
Roberto Bolaño - O discurso vazio da esquerda. O discurso vazio da direita, já o dou por adquirido."
Bem, do mal o menos:
"[...] e depois não há outra opção que não seja escrever. Para mim, a palavra «escrita» é exactamente o oposto da palavra «espera». Em vez de esperar, há escrever. Bem, provavelmente não tenho razão - é possível que escrever seja outra forma de esperar, ou de adiar coisas. Gostava de pensar doutra maneira. Mas, como disse, provavelmente não tenho razão."
"A literatura está cheia de autobiografias, algumas muito boas, mas os auto-retratos tendem a ser maus, incluindo os auto-retratos em poesia, que à primeira vista pareceria ser um género mais adequado para nos auto-retratarmos do que a prosa."
"Nicanor Parra diz que os melhores romances são escritos com métrica. E Harold Bloom diz que a melhor poesia do século XX é escrita em prosa. Concordo com ambos."
"É como aquela anedota acerca da mãe judia: num acesso de loucura, o filho corta a cabeça da mãe, foge, depois tropeça e, quando tropeça - com a cabeça da mãe ainda nos braços - a cabeça diz: «Filho, estás bem?» O amor de um pai pelo seu filho é semelhante."
"Para mim, o grande poeta do Chile é Nicanor Parra e depois de Nicanor Parra há vários outros. Neruda é um deles, sem dúvida. Neruda é o que eu pretendia ser aos vinte anos: viver como um poeta sem escrever. Neruda escreveu três livros muito bons; o resto - a grande maioria - é muito mau, alguns deles verdadeiramente contaminados."
"A crítica literária é uma disciplina que representa algo mais para mim do que literatura. A literatura é prosa, romance e conto, dramaturgia, poesia, ensaios literários e crítica literária. Acima de tudo, acho que é necessário que exista crítica literária - sem acidentes - nos nossos países, e não dez linhas acerca de um autor que provavelmente o crítico não voltará a ler. Quer isto dizer que é necessário que haja uma crítica que, de caminho, corrija a paisagem literária."
"Comovem-me os jovens de aço que lêem Cortázar e Parra, tal como eu os li e como tento continuar a lê-los. Comovem-me os jovens que dormem com um livro debaixo da cabeça. Um livro é a melhor almofada que existe."
"Mónica Maristain - O que é que o aborrece?
Roberto Bolaño - O discurso vazio da esquerda. O discurso vazio da direita, já o dou por adquirido."
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Nos eixos
Habituámo-nos a cingir ao tempo os movimentos, as coisas e a expressão das ideias, a celebrar em função de limites (datas, balizas, metas, marcos...) num circuito fechado de escolhas e de identificações. O que é a notícia, senão uma oferenda no cortejo do dia? Enchemos os dias de heróis e desgraças, de tops e recordes, de regra e desvio. Abrimos os jornais e vemos o melhor e o pior, os altos e baixos, a foto do dia, a cronologia, o editorial, o tema em destaque, os relatórios da Lusa e das polícias, o obituário, as ocasiões, as colunas, a espinha e uma epiderme inteira de estados do tempo, de estados de espírito e demais passatempos, como se fosse preciso. E depois há as últimas.
O tempo – e esta é a versão inconsistente que me apetece aqui chamar - é a instalação forçada das máquinas, dos exercícios e das avarias que não tinham outro vazio para ficar, na tentativa de sobreviverem ao esquecimento sempre à espreita de um resgate, de uma ligação aos próximos fenómenos. Mas a instalação do tempo assenta sobre eixos, o espanto transformado em consciência: o choque de aprender e o deleite sofrido das referências; a percepção do outro em si.
Quando alguém me diz que foi o seu tempo de alguma história, acredito que transporte essa bagagem consigo. Não que esse tempo transite e ainda lhe sirva nem que os eixos sejam rodas promissoras, mas que já é ele que assenta nesses eixos em vez do tempo e que se rodeia de movimentos, de coisas e de expressões que o (co)movem para o que ainda vier. O resto é um número desnecessário, sabendo que o ano em que Ricardo Reis morreu foi o ano da morte de Ricardo Reis.
Também eu sou o meu tempo. Também eu retrato a época pelo surgimento de um espanto, de uma tomada de consciência, de uma revelação propulsora, de um novo eixo que se inscreve e que perdura com mais ténue ou acentuado fatalismo, de um filtro novo para as borras do mundo. A aventura. A dança das feridas.
Entre a noite e o riso, lembro o tempo endiabrado em que pai e mãe já avisavam filho para andar nos eixos.
O tempo – e esta é a versão inconsistente que me apetece aqui chamar - é a instalação forçada das máquinas, dos exercícios e das avarias que não tinham outro vazio para ficar, na tentativa de sobreviverem ao esquecimento sempre à espreita de um resgate, de uma ligação aos próximos fenómenos. Mas a instalação do tempo assenta sobre eixos, o espanto transformado em consciência: o choque de aprender e o deleite sofrido das referências; a percepção do outro em si.
Quando alguém me diz que foi o seu tempo de alguma história, acredito que transporte essa bagagem consigo. Não que esse tempo transite e ainda lhe sirva nem que os eixos sejam rodas promissoras, mas que já é ele que assenta nesses eixos em vez do tempo e que se rodeia de movimentos, de coisas e de expressões que o (co)movem para o que ainda vier. O resto é um número desnecessário, sabendo que o ano em que Ricardo Reis morreu foi o ano da morte de Ricardo Reis.
Também eu sou o meu tempo. Também eu retrato a época pelo surgimento de um espanto, de uma tomada de consciência, de uma revelação propulsora, de um novo eixo que se inscreve e que perdura com mais ténue ou acentuado fatalismo, de um filtro novo para as borras do mundo. A aventura. A dança das feridas.
Entre a noite e o riso, lembro o tempo endiabrado em que pai e mãe já avisavam filho para andar nos eixos.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Entendemo-nos por música
A personagem é esta: um taxista turco melómano, sempre a aumentar o volume do leitor ao longo da viagem (foi até ao 46...). Lá atrás, os passageiros entram no ritmo em noite de farra, batem palminhas e soltam uns acordes marados numa língua acabada de inventar. Em cima, a histórica foto no momento da aquisição do disco ao taxista (Maio 2011). Em baixo, a exótica abertura do cd, que já rola nas estradas portuguesas. Tinha de ser!
As latrinas do Éfeso
Fotografias de um importante ponto de encontro e de conversação da antiguidade: as latrinas do Éfeso. Maio 2011.
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