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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A História é

"A História é uma câmara de reanimação e é fácil errar nas doses e mandar desta para melhor os pacientes que se queria salvar."

Claudio Magris, Às Cegas (Quetzal, 2012, pág. 24)

sábado, 8 de junho de 2013

Duas conclusões sobre a Granta 1

1. "A vida é um tédio quando não há histórias para ouvir nem nada para ver." (Pág. 237, Orhan Pamuk in Gente Famosa.)

2. Contra todas as expetativas, a Granta mostra que o agora maiúsculo Valter Hugo Mãe afinal sai ao pai. (Pág. 296.)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

ponto da situação

"Entretanto o modo de viver modificou-se profundamente, a criminalidade difunde-se, os jovens desinteressam-se da política mas as discotecas estão repletas e alguns lançam-se em acções violentas; as classes altas enriqueceram mais, as classes médias debatem-se com dificuldades embora não abdiquem das conquistas da tecnologia, dois milhões vivem abaixo de um nível aceitável. Transformações políticas, económicas, sociais, culturais, afectando as relações sexuais e as estruturas familiares, não favorecendo a eclosão da personalidade porque se desistiu de ideais em nome de um «pragmatismo» enganador e a meta da vida é ganhar mais trabalhando menos (a realidade é trabalhar mais para ganhar menos)."

in Problematizar a sociedade. Vitorino Magalhães Godinho (Quetzal, 2011).

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

a opinião das estatísticas

Na opinião das estatísticas, esta é a informação mais procurada aqui até agora, e parece que assim continuará. A seguir vem esta transcrição do prefácio de um livro. Os servidores dinamarqueses dirigiram 25 caminhadas até esta rua. A música mais encontrada continua a ser esta, e este o poema (certamente achado ao engano). Engano por engano, peço a compreensão dos profissionais do ofício para a desilusão que têm encontrado neste link.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Três delírios de uma cabrita seguidos de uma piada

1.
"A mente deveria apenas servir para analisar e viabilizar o que sentimos e não para, como acontece actualmente, aniquilar o que sentimos através da razão e dos medos."

2.
"Se notares, todas as pessoas que perdem um emprego ou é porque intimamente não gostavam dele ou porque o utilizavam para parecer que eram algo mais do que realmente São."

3.
"Quando a perda se consuma, fica um sentimento de revolta difícil de controlar.
Qual é a solução?
A de sempre. Aceitar. Aceitar que atraiste esse despedimento ou essa doença ou essa falência para prestares mais atenção às tuas escolhas. (...)"

E a piada:

"Este livro e este CD com o exercício substituem o curso?
Não, absolutamente. As pessoas deveriam ler este pequeno livro e fazer este exercício do Eu Superior antes do curso, para que aproveitassem melhor todos os recursos espirituais que ensinas no curso."

Alexandra Solnado in O Eu Superior e outras lições de vida (Pergaminho, 2011)

domingo, 27 de março de 2011

sábado, 19 de março de 2011

"O valor da fábula"

"Esta é daquelas ideias que nada tinha de perigoso quando foi engendrada, mas que descambou num assunto imprevisivelmente demasiado polémico. À semelhança do que se tem feito com outras figuras históricas - Tutankhamon, Cristóvão Colombo, entre outros -, pretendia-se não só dignificar o túmulo do nosso primeiro rei, como analisar antropologicamente os seus restos mortais. Fundamentalmente, este estudo permitiria aceder a episódios inéditos da vida do fundador do nosso país. Daria igualmente lugar a uma confrontação sem precedentes com as fontes históricas e permitiria dar «uma cara» a um dos grandes mitos da nossa história. Um estudo não invasivo, antes pelo contrário, que permitiria limpar os restos ósseos do rei; uma análise segura, pois não deveria ser necessário sair da Igreja de Santa Cruz para a concretizar; um estudo rápido, que deveria ser realizado em dois dias, para logo colocar as ossadas de novo no túmulo, provocaram variados anseios que o inviabilizaram. [...] Conjecturou-se sobre a possibilidade de os resultados poderem vir a mexer na história de Portugal. [...] Ficámos sem saber se o rei era alto e robusto, se na Batalha de Badajoz fracturou severamente uma perna a ponto de não mais ter montado a cavalo, se a sua morte ocorreu de facto numa idade muito avançada, se padeceu de alguma doença que deixasse marcas nos ossos. Ficámos sem conhecer a cara do rei. Seria tudo isto perigoso?"

"O valor da fábula", Eugénia Cunha in Ideias Perigosas para Portugal (coord. João Caraça e Gustavo Cardoso, Tinta da China, 2010).

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O link do poema

http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/2010/12/poema.html

Segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010

POEMA
No dia 5 de Março de 1872, Petr Hynek Preisner escreveu um poema em checo. 50 anos depois o famoso tradutor Thomas Roderick descobriu o poema de Preisner numa antologia alemã de poetas checos. O tradutor alemão do poema de Preisner foi Wilhelm Gottlieb von Bodenstedt. Roderick pegou na tradução alemã do poema de Preisner e verteu-o para a língua de Shakespeare. No dia 7 de Abril de 1924 o poeta espanhol Rafael Gonzalez incluiu o poema numa antologia de poemas de intervenção que então organizava. 70 anos passados, um jovem português, estudante de línguas, pegou num exemplar dessa antologia que se encontrava à venda na Feira da Ladra. Comprou a antologia e levou-a para casa. Leu o poema atribuído a Petr Hynek Preisner e verificou que se tratava de uma tradução espanhola de uma versão inglesa feita a partir de uma tradução alemã do original checo. Procurou o original por todo o lado, mas os seus esforços saíram gorados. Entrou em contacto com colegas checos, mas na República Checa ninguém conhecia Petr Hynek Preisner. Nunca tal nome circulara entre os académicos de Praga. O jovem estudante português fez a sua própria versão do poema, a partir da versão espanhola, mas resolveu tomar algumas liberdades e meteu-o a circular na Internet, anonimamente, sem qualquer referência a autor, origem ou proveniência. Nada de nada. Nem sequer referiu tratar-se de uma tradução. E há quem diga que foi o melhor que podia ter feito. Aquele poema já nada tinha que ver com o poema escrito a 5 de Março de 1872 por Petr Hynek Preisner.

Publicada por hmbf em 23:03

comentários:

benjamim machado disse...

e qual é o poema? poderias voltar a transcrevê-lo, ou enviar-mo por e-mail? gostaria de o ler.

abraço


8 de Dezembro de 2010 09:36

hmbf disse...

O poema, Benjamim, é o poema.




segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

"Um homem singular". Christopher Isherwood (Quetzal, 2011)

"Mas as mulheres explicaram-lhes, logo desde o início e do modo mais inequívoco, que procriação e boémia não são para misturar. Para se procriar é necessário um emprego estável, uma hipoteca, crédito, seguros. E que ninguém se atreva a morrer até ter o futuro da família assegurado."

"O que pensam eles que estão a fazer aqui [na universidade]? Bem, existe a resposta oficial: a preparar-se para a vida, o que significa um emprego e segurança no seio da qual possam criar os filhos e ensiná-los a preparar-se para a vida, o que significa um emprego e segurança no seio da qual..."

sábado, 1 de janeiro de 2011

a opinião das estatísticas

Na opinião das estatísticas, este foi o link mais acedido nesta rua, e esta foi a música mais encontrada. Passaram pela rua treze desertores da Tailândia. Alguém chegou aqui à procura de "ovnis em Portugal". Eu não os vi, a rua continua deserta.

domingo, 28 de novembro de 2010

os meninos de ouro 6

"Segundo o portal Agência Financeira, em 2006, Cavaco Silva tinha três reformas: 2679 euros do Banco de Portugal, 5007 euros da Caixa Geral de Aposentações, pelo desempenho de funções de professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade Nova, e 2876 referente à subvenção vitalícia pelo exercício do cargo de primeiro-ministro (esta pensão não é acumulável com as funções de Presidente da República). Em 6 de Junho de 2010, a Presidência da República, através de uma nota informativa, vem confirmar que Cavaco Silva "recebe duas pensões de reforma em resultado, exclusivamente, dos descontos que, ao longo da sua vida profissional, efectuou para a Caixa Geral de Aposentações, como professor, e para o Fundo de Pensões do Banco de Portugal, como funcionário do Banco."

A subvenção mensal vitalícia foi consagrada na Lei nº4/85, de 9 de Abril (alterada pela Leio nº26/95), que estabeleceu o estatuto remuneratório dos titulares de cargos políticos. Esta situação permite que antigos políticos acumulem a subvenção mensal vitalícia com outra pensão de reforma a que têm direito após o exercício de uma actividade profissional. Na prática recebem duas pensões por mês. A subvenção mensal vitalícia foi extinta pelo primeiro governo de José Sócrates (Lei nº52-A/2005, de 10 de Outubro), mas não tem efeitos retroactivos."

João Pedro Martins. Revelações. Smartbook, 2010.

os meninos de ouro 5

"Em 19 de Janeiro de 2009, o deputado Melchior Moreira renuncia ao Parlamento para presidir à Entidade Regional do Turismo do Porto e Norte de Portugal, pedindo a atribuição da subvenção vitalícia, com apenas 45 anos de idade. Confrontado com a situação, o antigo deputado, eleito pelo Partido Social Democrata, responde convictamente: "Não me incomoda de maneira nenhuma, é um direito que tenho e que me assiste em função do tempo que dediquei à causa pública. Tenho cerca de 11 anos de trabalho de causa pública e só me consideraram 9 anos. Estou perfeitamente de consciência tranquila, porque houve empenhamento pessoal e acompanhamento político."

João Pedro Martins. Revelações. Smartbook, 2010.

os meninos de ouro 4

"Desde 2006 que o ex-deputado Manuel Alegre é contemplado com uma pensão mensal de 3219 euros que inclui o período de desempenho de funções durante algumas semanas na Rádio Difusão Portuguesa. Questionado por um jornalista do Correio da Manhã sobre o facto de ter direito a uma pensão por ter trabalhado tão pouco tempo, o antigo vice-presidente da Assembleia da República é peremptório: "Eu recebo aquilo a que tenho direito. Recebo a pensão como funcionário da RDP e recebo a subvenção vitalícia, que é aquilo a que qualquer deputado tem direito. Tudo somado, agora recebo menos 500 euros do que recebia quando tinha um terço da pensão (como prevê a lei quando o pensionista exerce cargos públicos) e mais o salário de deputado". Em declarações ao mesmo jornal, Manuel Alegre salienta que a subvenção vitalícia "é legal" e recorda o exemplo de outros políticos que auferem pensões além de outros rendimentos: "O Presidente da República também não recebe duas ou três reformas do Estado, além do vencimento? Mas eu nem questiono que ele é uma pessoa séria.""

João Pedro Martins. Revelações. Smartbook, 2010.

os meninos de ouro 3

"Segundo os dados da Caixa Geral de Aposentações (CGA), o número de actuais e ex-titulares de cargos políticos que usufruem de uma subvenção mensal vitalícia não pára de aumentar, atingindo os 400 beneficiários em Maio de 2010. Numa época em que Portugal enfrenta uma das piores crises económicas dos últimos 30 anos, é ultrajante ver políticos a acumular pensões e subsídios de reintegração com o exercício simultâneo de outras actividades profissionais. No lote dos contemplados com este privilégio político encontram-se o antigo primeiro-ministro, Pedro Santana Lopes, e o candidato às presidenciais, Manuel Alegre, que pediram à Assembleia da República a atribuição da subvenção vitalícia e assim acumulam duas reformas em simultâneo. Pedro Santana Lopes recebe, desde Outubro de 2005, uma pensão mensal de 3178 euros por ter sido presidente de Câmara, juntando agora os mais de 2 mil euros da subvenção vitalícia da Assembleia da República."

João Pedro Martins. Revelações. Smartbook, 2010.

os meninos de ouro 2

"Os 3,1 milhões de euros auferidos em 2009 por António Mexia, CEO da EDP e antigo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações do governo de Santana Lopes, mostra como um administrador de uma empresa que detém o monopólio do comércio doméstico de electricidade, e que por isso está dispensada da competição do mercado, ganha mais do que Steve Jobs, fundador da Apple, a gigante americana de computadores. O valor que Mexia guarda no bolso é um escândalo, comparado com o salário médio de um trabalhador português e com metade dos habitantes do planeta que vivem com menos de 2 dólares por dia."

João Pedro Martins, Revelações - os paraísos fiscais, a injustiça dos sistemas de tributação e o mundo dos pobres. Smartbook, 2010.

domingo, 1 de agosto de 2010

"Meu único, grande amor: casei-me!". Manuela Gonzaga (Bertrand, 2010)

"-Onde é que você aprendeu a dançar o tango? (...)
- Hãnn, por aí. (...)
- Sim, mas... com quem? (...)
- Hãnnn, aprendi a dançar a sério - e tudo quanto há para dançar - com os meus amigos moçambicanos, cabo-verdianos, angolanos, guineenses e brasileiros. Também sei sambar. E rumbas e salsas é comigo. (...)
- Não seja irritante. Diga lá, onde aprendeu a dançar o tango e com quem?
- Com os homens das obras.

(...)

- Ah, faneca - suspirou agarrado a Pikuxa e a pensar em Vera.

(...)

Enfim, como dizia o outro, tudo isto é... tango!"

"A volta ao mundo em oitenta dias". Jules Verne (11x17, 2010)

No primeiro capítulo - “Em que Phileas Fogg e Passepartout mutuamente se aceitam, o primeiro na qualidade de amo, o segundo na de criado” – ficamos a perceber que estes dois saberão como resolver o tédio de uma longa viagem de balão.

No segundo capítulo – “Em que Passepartout se convence, finalmente, de que achou o seu ideal” – entendemos a importância de se chamar Passepartout.
No terceiro capítulo – “Trava-se uma conversa que poderá custar a cara a Phileas Fogg” – daremos conta da flexibilidade exigida às personagens, determinante no capítulo seguinte – “Em que Phileas Fogg faz pasmar o seu criado Passepartout”.
A aventura prolonga-se até ao último round, “Em que se prova que Phileas Fogg nada ganhou na sua viagem à roda do mundo, a não ser a felicidade”.